Gastronomia, culinária e outros interesses para os apaixonados
pelo prazer de cozinhar, comer bem e harmonizar.

Por Luciane Daux

quarta-feira, novembro 19, 2014

VINHOS | A sequência ideal

Por Irineu Guarnier Filho
As Boas Coisas da Vida Existe uma sequência ideal para servir diferentes tipos de vinhos? Sim, existe. Baseada em séculos de experimentação. Claro que você pode adotar ou não a ordem de serviço universalmente consagrada. Mas certamente irá desfrutar muito mais os aromas e sabores desta bebida maravilhosa se seguir algumas regrinhas bem simples. O melhor é começar sempre pelos vinhos mais jovens e mais leves – com menos cor, álcool, taninos ou tempo de barrica – para chegar depois aos mais velhos e mais encorpados. Por quê? Porque se você começar pelos vinhos mais potentes, eles irão, digamos, entorpecer os seus sentidos - e ofuscar as qualidades dos vinhos mais delicados. Divulgação
Espumantes Assim, o melhor é começar o serviço por um espumante brut, extra-brut ou nature (com pouco ou nenhum açúcar residual). Se houver um espumante branco e outro rosé, comece pelo branco, que geralmente tem menos estrutura. Um Charmat (segunda fermentação em autoclaves) antes de um Champenoise (segunda fermentação na garrafa). Os espumantes podem servir de aperitivo ou escoltar uma entrada leve ou uma salada. Devem ser servidos entre 5 e 9 graus Celsius.

Brancos Depois disso, já dá para passar aos vinhos brancos. Também neste caso, se houver mais de um, do menos alcóolico para o mais alcóolico, do sem passagem por barrica ao barricado, do mais fresco ao mais untuoso, do mais jovem ao mais antigo. O vinho branco geralmente acompanha peixes, aves ou massas com molho branco. Deve ser servido bem frio: entre 7 e 10 graus.
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Rosés O próximo vinho pode ser um rosé – que já tem alguma presença de taninos e geralmente um pouco mais de estrutura que um branco leve. Os rosados são bem versáteis. Tanto podem acompanhar carnes brancas quantos as vermelhas – desde que os pratos não sejam muito temperados. Podem ser servidos gelados, como os brancos, ou um pouco menos frios: em torno de 10 graus. Tintos Chegamos aos tintos, que geralmente acompanham o prato principal de uma refeição, sobretudo se esta for à base de carne vermelha. De novo, serve-se do mais jovem para o mais evoluído, se houver mais de um, e do mais leve (um Pinot Noir, por exemplo) ao mais encorpado (um Cabernet Sauvignon). Aqui, a temperatura de serviço sobe um pouco: entre 14 e 18 graus.

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Licorosos Vinhos doces – de colheita tardia, botritizados ou Porto – geralmente têm mais álcool e açúcar do que os demais, são mais pesados, e por isso devem chegar às taças ao final das refeições, como acompanhantes das sobremesas (ou mesmo depois delas.) No caso dos vinhos late harvest e botritizados (elaborados com uvas desidratadas por um fungo), o ideal é que sua temperatura não ultrapasse os 7 graus, para que não se tornem enjoativos.

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