Gastronomia, culinária e outros interesses para os apaixonados
pelo prazer de cozinhar, comer bem e harmonizar.

Por Luciane Daux

sexta-feira, outubro 22, 2010

22/10/2010 - Do outro lado do Brasil!

EDIÇÃO DE 22/10/2010 DA COLUNA COZINHA DE ESTAR/JORNAL NOTÍCIAS DO DIA, por LUCIANE DAUX


(foto Esdras Nobre)

Estive em Natal há poucos dias e tive que sacrificar minhas intenções de ficar só nas saladinhas e mergulhar, de garfo e faca, em uma "exploração" da farta mesa do Rio Grande do Norte. Tudo em nome da gastronomia, é claro, inclusive um bom passo de forró. Macaxá, carne de sol com nata, delícia de macaxeira, pirão de queijo, paçoca de carne seca, escondidinho, queijo coalho com melado, cocada, quebra-queixo, doces de figo, goiababa, banana e melado, ufa! Dava para resistir à tapioca no café da manhã? Claro que não. E que lugar lindo, que gente calorosa e acolhedora. Aliás, quem nasce naquele Estado chama-se potiguar, que, em língua tupi, significa “”aquele que come camarão”. Portanto, divirta-se entre a receita desse delicioso crustáceo - abundante por lá e por aqui, e a de carne de sol. E viva esse Brasilzão, onde até camelo a gente encontra na praia de Genipabu (foto)!

Fazendo carne de sol em casa

Apesar do nome, essa carne não precisa ir ao Sol. Para preparar a verdadeira carne de sol potiguar em casa, escolha a carne de sua preferência. Sugiro coxão mole ou alcatra. Corte em pedaços de aproximadamente 1 kg (quanto mais magra a carne e mais alto o seu corte, melhor). Passe sal fino de cozinha em toda a sua volta e coloque na geladeira em um recipiente aberto. Três vezes ao dia, por três dias, vire a carne e escoe o líquido. Pronto, agora é só aplicar na receita que você escolher, sem necessidade de reidratar ou dessalgar.

Carne seca, carne de sol e charque. Qual a diferença? (foto divulgação carne seca)
A diferença reside basicamente na técnica de preparo. Todas são feitas com carne bovina, sendo que a carne de sol, depois de cortada, é ligeiramente salgada e deixada em locais cobertos e bem ventilados. A secagem é rápida, formando uma espécie de casca protetora que conserva a parte de dentro da carne úmida e macia. Já a carne seca é esfregada com mais sal e empilhada em lugares secos. Em seguida elas são estendidas em varais, ao sol, até completar a desidratação. O charque, típico da região Sul do Brasil, é preparado de modo similar ao da carne seca. O diferencial está na maior quantidade de sal e de exposição ao sol ao qual o charque é submetido, o que lhe garante uma maior durabilidade. (fonte: SIC – Serviço de Informação da Carne)

Forró para todos (reprodução Werner)
Segundo diz o povo potiguar, a nomenclatura “Forró” (música e ritmo popular locais) vem do hábito dos americanos, que durante sua estada na cidade, chamavam os bailes abertos ao público com o nome de “for all” (para todos). De “for all” para “forró”, foi literalmente um passo. Embora tenha sido divulgado por um pernambucano, Luiz Gonzaga, o ritmo domina todo o nordeste brasileiro.










Carne de sol com nata (foto divulgação)
1 kg de carne de sol
2 cebolas em rodelas finas
6 colheres (sopa) de manteiga de garrafa (ou a tradicional)
300ml de nata
200ml de leite

1. Corte a carne de sol e pedaços menores e leve para cozinhar com um pouco de água na panela de pressão, por 40 minutos. Deixe esfriar e desfie. Reserve.
2. Aqueça a manteiga e junte as cebolas e a carne desfiada. Refogue em fogo baixo até a cebola murchar bem.
3. Junte o leite e espere ferver, então acrescente a nata.
4. Acerte o sal e sirva com arroz, pão ou tapioca.

Camarão ao gergelim (foto Camarão Potiguar)
16 camarões descascados
½ xícara (chá) de farinha de trigo
1 gema
1 clara
100 ml de leite
1 colher (sopa) de azeite d eoliva
1 colher (sobremesa) de sementes de gergelim
Sal a gosto

Óleo de soja para fritar

1. Dissolva a farinha com o leite, o azeite de oliva, as sementes de gergelim, sal e a gema. Deixe a massa descansar na geladeira por uma hora.
2. Depois desse tempo, bata a clara em neve e incorpore-a à massa.
3. Aqueça o óleo de soja.
4. Seque os camarões em papel toalha e passe-os um a um na massa.
5. Leve para fritar no óleo quente. Quando dourarem, retire e escorra.
6. Sirva comum risoto de ervas frescas e legumes.
7. Rendimento: 4 porções .


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sinta-se à vontade para comentar os posts.
(faça seu comentário ao final de cada post, no símbolo da canetinha).

Obrigada pela visita!

Lu