Gastronomia, culinária e outros interesses para os apaixonados
pelo prazer de cozinhar, comer bem e harmonizar.

Por Luciane Daux

domingo, agosto 29, 2010

27/08/2010 - Azeite de oliva: aromas e sabores ancestrais

EDIÇÃO DE 20/08/2010 DA COLUNA COZINHA DE ESTAR/JORNAL NOTÍCIAS DO DIA, por LUCIANE DAUX

(foto Preggio)
O azeite de oliva é usado pelo homem desde 6.000 a.C. A origem da palavra vem do árabe, e é bem clara: vem de az-zait e al-zait, que significam suco e óleo da az-zaitouna ou azzetun. Originalmente, era usado pelos povos da Mesopotâmia para untar o corpo e protegê-lo do frio, curar feridas, aliviar dores, como combustível para iluminação, e até mesmo como cosmético, para amaciar a pele e os cabelos e fortalecer as unhas. É alimento funcional, rico em antioxidantes e em fitoesteróis (que auxiliam na diminuição do colesterol ruim), diminuindo o risco de doenças cardiovasculares, entre outras. E só por isso já seria ótimo... À mesa, em equilíbrio, provoca experiências de sabores e aromas tantas quantas a sua memória permitir: frutado, picante, verde, amendoado, fresco. Ele é soberano, e eu, sua fiel súdita. Minha refeição preferida: azeite de oliva, pão e uma taça de vinho tinto. Perfeita.

Saiba mais (reprodução divulgação)
Oliveira – é a árvore cujo fruto é a oliva, ou azeitona. São árvores seculares. Na Palestina há ainda algumas delas com 2500 anos (reprodução do quadro Oliveiras, de Van Gogh, pintado em 1889)
Assagiatore – é como se chama um estudioso de óleos de oliva. A palavra é italiana e significa experimentador. Um assagiatore está para os óleos de oliva assim como um sommelier está para os vinhos.
Elaioteca – é a coleção de óleos. O equivalente à enoteca para os vinhos.



Classificação dos azeites
Extravirgem: acidez menor que 0,8%. É obtido de uma única prensagem a frio das azeitonas, possui maior concentração de antioxidantes, portanto é o mais benéfico à saúde. Tem sabor intenso.
Virgem: tem acidez entre 0,8 e 2 %. Sabor menos acentuado que o extravirgem.
Refinado: são os azeites com acidez maior que 2 %.

Entendendo a acidez
Chris Bracco, assagiatore certificada pela ONAOO – Organizzazione Nacionale Assagioatori Olio do Oliva (Imperia, Itália), dá dica exclusiva para os leitores da Cozinha de Estar:
“A acidez do azeite, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, não é perceptível ao paladar e só pode ser determinada em laboratório. A acidez é o resultado de um processo produtivo saudável e o % encontrado nos rótulos expressa a proporção de ácidos graxos livres em relação ao ácido oleico presente no azeite. Sendo assim, quanto menor a acidez, melhor é a sua qualidade. No entanto a acidez não deve ser a única informação analisada para se fazer a escolha de um bom azeite.”.
Mais informações: http://www.atelierdoazeite.com.br

Azeites de SC na 4ª Expoazeite
Você sabia que o Brasil já está começando a produzir seus primeiros azeites de oliva? Sim, e com otimismo para alguns locais do Sul do País, como Santa Catarina, onde há oliveiras experimentais sendo cultivadas. “Um fato inédito é que durante a ExpoAzeite apresentaremos ao mercado os primeiros azeites nacionais, produzidos em solo brasileiro”, ressalta Patricia Galassini, organizadora da 4ª Expoazeite, Feira Internacional de Azeites, Azeitonas e produtos Delicatessen. Em São Paulo, a feira acontece nos dias 13 e 14 de setembro, das 10h às 20h, no Centro Fecomércio de Eventos. E, no Rio de Janeiro, em 16 de setembro, das 12h às 20h, no Firjan – Federação das Indústrias do Rio de Janeiro. A entrada é gratuita.

Crostini de bacalhau (foto Paulo Lohn)
(Receita do Emporium Bocaiuva, Florianópolis SC)
2 fatias de pão italiano de 2,5cm de espessura
Azeite de oliva o suficiente para refogar
Cebola e alho picados a gosto
Pimenta do reino moída na hora a gosto
4 tomates grandes bem maduros sem sementes, em cubos
100g de champignon
2 azeitonas pretas fatiadas
2 azeitonas verdes fatiadas
Sal a gosto,
150g de bacalhau dessalgado desfiado
Azeite de oliva extra virgem para regar

1. Refogue o alho, a cebola e a pimenta do reino moída até ficarem levemente dourados; acrescente em seguida os cubos de tomate sem sementes e continue refogando até os tomates ficarem cozidos, porém, firmes. Por fim, acrescente as azeitonas e champignons fatiados, acerte o sal e desligue o fogo em seguida, esta pronto o molho.
2. Coloque as duas fatias de pão italiano levemente umedecidas em água no forno pré aquecido (250ºC) por aproximadamente três minutos, retire e monte o crostini colocando primeiramente sobre as fatias de pão o bacalhau desfiado e por cima do bacalhau o molho.
3. Retorne as fatias montadas ao forno por aproximadamente cinco minutos para gratinar. Passe os crostinis para os pratos, regue com azeite de oliva extra virgem e decore com folhas de alface.
4. Rendimento: 2 porções.
5. Sugestão de acompanhamento: Vinho Tinto do Alentejo (Portugal).

Creme de mel, canela e azeite de oliva (foto Romulo Fialdini)
(Chef Helena Bacellar)
8 ovos
3 xícaras (chá) de açúcar
¼ de xícara (chá) de azeite de oliva virgem
1/3 xícara (chá) de mel
1 colher (chá) de canela em pó
raspas de 1 limão
azeite de oliva para untar

1. Aqueça o forno a 180ºC (médio) e separe um refratário médio (ou 6 potinhos individuais).
2. Passe os ovos por uma peneira e deixe cair numa tigela média. Junte o açúcar, o azeite, o mel, a canela, as raspas de limão e misture até obter um creme liso.
3. Despeje o creme no refratário e leve ao forno por aproximadamente 45 minutos (ou uns 25 minutos de for potinho individual), até firmar e formar uma crosta dourada (enfiando um palito no centro, ele deverá sair limpo).
4. Sirva quente, morno ou gelado (o creme se conserva bem na geladeira por até 3 dias).
5. Rendimento: 6 porções.

quinta-feira, agosto 19, 2010

20/08/2010 - Muito além do pastel de bacalhau

EDIÇÃO DE 20/08/2010 DA COLUNA COZINHA DE ESTAR/JORNAL NOTÍCIAS DO DIA
Por LUCIANE DAUX

(foto FlaviaC)
Quem gosta de gastronomia, quando vai à São Paulo tem passagem obrigatória pelo Mercado Municipal. Em 1933, quando aquela cidade contava com apenas um milhão de habitantes, ele foi inaugurado, na Rua da Cantareira. Local estratégico, pois, à época, a cidade era abastecida através de barcos que vinham das chácaras, sítios e até mesmo do exterior pelo vizinho rio Tamanduateí. Hoje, 77 anos depois, a maior cidade do Brasil tem 11 milhões de habitantes, e o Mercadão está cada vez mais atual e bonito. Nos 275 boxes encontramos de tudo: desde um chopp bem tirado, para acompanhar os famosos pastel de bacalhau e sanduiche de mortadela, até frutas e carnes exóticas, produtos árabes, azeites, embutidos. Se você nunca visitou esse templo da gastronomia, saiba que só isso já vale uma ida à capital paulista. Quando for, tome um chopp por mim!

Frutas exóticas (foto Malaysiabest)
Andar pelo Mercadão é abrir todos os sentidos a um novo universo. À medida que passamos pelas bancas de frutas, os vendedores nos oferecem: granadilha, pitaya, mamey, kino... A mais esquisita – e deliciosa - que provei foi a rambutam (foto). Nomes, sabores e cores surpreendentes.



Super sanduba (foto Abrasel SP)
O sanduíche de mortadela do Mercadão é delicioso por ser muito simples: em torno de 200g de mortadela em fatias bem fininhas, dobradas ao meio, dentro de um pão francês fresquinho e crocante. Reza a lenda que ele nasceu como vingança a um cliente habitual, que sempre reclamava da pouca quantidade de recheio do pãozinho francês. Foi um sucesso! A partir de então não teve mais jeito. O sanduiche de mortadela é sempre assim, exagerado e muito bommmmmm!

Para os loucos por gastronomia
Indo à São Paulo não deixe de visitar esses dois paraísos:
Empório Santa Maria – açougue, adega, bazar, frios e queijo, padaria e mercearia completíssimos em plena Avenida Cidade Jardim 790. www.emporiosantamaria.com.br
Casa Santa Luzia – rotisseria, bombonnière, cafés e chás, carnes, peixes, congelados, padaria, hortifruti e uma adega das mais refinadas. No segundo piso, uma completa seção de produtos naturais, orgânicos e funcionais. Na Alameda Lorena, 1471. www.santaluzia.com.br

Azeites de SC na 4ª Expoazeite
Você sabia que o Brasil já está começando a produzir seus primeiros azeites de oliva? Sim, e com otimismo para alguns locais do Sul do País, como Santa Catarina, onde há oliveiras experimentais sendo cultivadas. “Um fato inédito é que durante a ExpoAzeite apresentaremos ao mercado os primeiros azeites nacionais, produzidos em solo brasileiro”, ressalta Patricia Galassini, organizadora da 4ª Expoazeite, Feira Internacional de Azeites, Azeitonas e produtos Delicatessen. Em São Paulo, a feira acontece nos dias 13 e 14 de setembro, das 10h às 20h, no Centro Fecomércio de Eventos. E, no Rio de Janeiro, em 16 de setembro, das 12h às 20h, no Firjan – Federação das Indústrias do Rio de Janeiro. A entrada é gratuita.

Para colecionar
Bolinho de aipim com carne seca (foto divulgação)
(Receita do Tigrão Lanches, do Mercado Municipal de SP)
1 kg de aipim
2 litros de água
300g de manteiga
1 kg de farinha de trigo
1 kg de carne seca desfiada refogada com 100g de salsinha
100g de azeitona picada
200g de cebola roxa picada
100g de alho picado

1. Tire o fio do meio da mandioca e cozinhe em 2 litros de água, junto com a manteiga. Quando começar a desmanchar, tire a mandioca da água, amasse e coloque-a
novamente na água.
2. Vá despejando a farinha de trigo na água até a massa ficar concentrada. Deixe descansar por 15 minutos.
3. Refogue a carne seca com a salsinha picada. Coloque as azeitonas verdes a
cebola, alho e o azeite. Refogue bem tudo.
4. Misture a carne seca com a massa da mandioca até ficar consistente, sem grudar na mão. Faça os bolinhos e frite em óleo a 150°C.

Pastel de bacalhau (foto Hocca)
(Receita do tradicional Hocca Bar, Mercado Municipal de SP)
1 kg de bacalhau do porto desfiado
1 cebola picada
½ xícara de salsa ou coentro picado
1 xícara de azeite português
½ dúzia de azeitonas sem caroço
2 rolos de massa pronta para pastel
Óleo para fritar

1. Em uma tigela grande, coloque o bacalhau desfiado e cubra com água. Após sete horas, troque a água. Repita o procedimento três vezes.
2. Escorra, ponha o bacalhau em uma panela grande e cubra com água fria e limpa. Leve ao fogo por 30 minutos. Abaixe o fogo para médio e cozinhe por mais 40 minutos ou até que o bacalhau comece a se desmanchar, e escorra.
3. Com o peixe ainda quente, desfie-o com as mãos. Ponha numa tigela e junte a cebola, a salsa (ou o coentro) e o azeite. Misture bem.
4. Corte a massa em pedaços de 20 cm por 20 cm. Ponha ¾ de recheio sobre cada pedaço de massa e junte uma azeitona. Feche o pastel dobrando a massa ao meio e aperte as extremidades com um garfo.
5. Frite em óleo bem quente até ficar dourado.
6. Rendimento: 10 unidades.

sexta-feira, agosto 13, 2010

13/08/2010 - Receitas para uma sexta feira 13 (e de agosto!)

EDIÇÃO DE 13/08/2010 DA COLUNA COZINHA DE ESTAR/JORNAL NOTÍCIAS DO DIA, por LUCIANE DAUX

 (foto sounatural.com)
“Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay” (eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem). Há séculos as pessoas temem a sexta-feira, 13. Se for em agosto, pior ainda! Bem, é hoje. Melhor desviar dos gatos pretos, fazer figa, bater na madeira. Pode ser superstição, mas na dúvida, escolhi para hoje receitas com alho, pois além de – dizem – combater o mau olhado e os vampiros, é um dos ingredientes mais versáteis da culinária. Presença forte na cozinha mediterrânea e provençal, também tem comprovada eficiência fitoterápica. E para descascá-lo, uma dica excelente: separe os dentes de alho e leve ao microondas por 15 segundos. A pele soltará facilmente. Ah! E na dúvida, hoje é melhor sair de casa carregando pelo menos um dentinho dele na bolsa, não é?

Você sabia?
A utilização do alho como fitoterápico ou como alimento funcional remonta à antiguidade. Há indícios de seu uso no Antigo Egito, na Grécia (onde era conhecido como “rosa de mau cheiro”) e na Babilônia, há mais de 5 mil anos. Documentos chineses de 3 mil anos, anotados por Marco Polo, falam do uso medicamentoso do alho para desintoxicação. Foi Hipócrates o primeiro a descrever com detalhes o uso terapêutico do alho, como diurético e laxante. Plínio e Galeno, médicos romanos, também o utilizavam para o tratamento de infecções intestinais, problemas digestivos, pressão alta, senilidade e impotência. (Fonte:Prof Luiz Azar - Unirio)

Alho assado (foto Tia Nguyen)
Muito versátil, o alho assado serve como tempero (para fazer o hommus, por exemplo), ou como pasta, sobre uma torradinha. Quando feito dessa forma, o sabor muda completamente, tornando-se suave e adocicado. Experimente! Tire a pele externa da cabeça de alho, cuidando para manter os dentes todos unidos. Corte uma “tampa” da cabeça. Sobre uma folha de papel alumínio, coloque a cabeça de alho. Salpique sal, pimenta do reino, azeite e coloque a erva da sua preferência (opcional). Embrulhe bem. Leve ao forno alto por 45 minutos. Deixe esfriar. Para retirar a polpa do alho, basta apertar e a mesma sairá com facilidade da pele.

Aulas gratuitas com grandes chefs (foto divulgação)
Os chefs Fabrice Lenud (foto), Erick Jacquin, João Leme e José Barattino são alguns dos representantes da alta gastronomia, que estarão presentes ao 3º Neumarkt Gourmet, em Blumenau, entre os dias 16 e 19 de agosto. Serão ministradas aulas gratuitas, onde os participantes poderão aprender técnicas e receitas da alta gastronomia e receber dicas especiais sobre ingredientes, apresentação dos pratos e até mesmo curiosidades sobre a origem das receitas. O evento é parceria entre o Shopping Newmarkt e o curso de Gastronomia da Universidade Regional de Blumenau (FURB). Mais informações pelo fone: (47) 8807- 0391.
Serviço:
3º Neumarkt Gourmet
Local: Shopping Neumarkt - Blumenau
Data: 16 a 19 de agosto
Inscrições: gratuitas, pelo www.neumarktgourmet.com.br

Sopa de alho
 (foto BFeedMe)
1 cebola picada
10 dentes de alho picados
½ litro de leite integral
½ litro de caldo de legumes
2 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
Salsinha para enfeitar
Torradinhas

1. Leve a cebola e o alho para murcharem em fogo baixo, na manteiga. Não deixe que dourem. Se preferir, use o alho assado, conforme receita nesta página.
2. Polvilhe a farinha de trigo e refogue rapidamente.
3. Acrescente o leite aos poucos, mexendo sempre para não empelotar.
4. Acrescente o caldo de legumes e deixe levantar fervura e engrossar ligeiramente.
5. Bata o creme no liquidificador.
6. Sirva a sopa salpicada com salsinha e acompanhada das torradas.
7. Rendimento: 4 porções médias.

Frango aos 40 alhos
 (foto Foohta)
1 frango cortado em pedaços grandes
Tomilho e alecrim a gosto
3 folhas de louro
½ xícara (chá) de azeite de oliva
40 dentes inteiros de alho com a pele
½ litro de caldo de galinha
Sal e pimenta-do-reino preta

1. Misture todos os ingredientes ao frango, exceto os dentes de alho e o caldo de galinha. Deixe tomar gosto por 1 hora.
2. Em uma panela de fundo largo, aqueça o azeite de oliva e leve o frango em pedaços para dourar, junto com todos os temperos.
3. Quando dourar, retire e reserve o frango.
4. Agora leve à mesma panela os dentes de alho com a pele, e refogue em fogo baixo até dourarem levemente.
5. Junte os pedaços de frango grelhados e o caldo de galinha. Tampe e cozinhe por uma hora, acrescentando água de necessário.
6. Retire o frango cozido e reserve. Retire e despreze o louro.
7. Apure tudo o que ficou na panela e passe por uma peneira, inclusive o alho. Nesse momento, ele vai sair da pele e estará pastoso.
8. Sirva o frango com esse molho.
9. Rendimento: 4 porções.

domingo, agosto 08, 2010

06/08/2010 - Argentina, riqueza de sabores

EDIÇÃO DE 06/08/2010 DA COLUNA COZINHA DE ESTAR/JORNAL NOTÍCIAS DO DIA, por LUCIANE DAUX

A Argentina, terra do tango e de Maradona, foi o destino de muitos brasileiros nas férias de julho. Especialmente Buenos Aires, com seu ar europeu em plena América do Sul. Lá, a gastronomia é rica de sabores e texturas. As carnes são excepcionalmente macias e saborosas, perfeitas quando acompanhadas de um vinho Malbec. Alfajores se multiplicam e em cada rua encontramos uma loja típica. Com esse friozinho e com as promoções de final de férias, vale a pena pensar em visitar nosso vizinho.

Malbec, perfeita tradução da Argentina
“A maior força da Argentina, a quinta maior indústria vinícola do mundo, está na diversidade de seus vinhedos e no seu terroir excepcional. A uva Malbec é a cepa que mais ganha notoriedade no país, sendo a segunda mais plantada. O vinho Malbec é versátil na harmonização, perfeito para acompanhar cortes bovinos nobres grelhados, um churrasco brasileiro, vitela, paleta de cordeiro ao forno, perdiz com cogumelos porcini, queijos de massa dura.” Regina Essenburg, sommelier – http://www.essenvinhos.com.br/

Na Argentina se come ... (foto alfajores divulgação)
Bife de chorizo – bife de contrafilé, a parte com a capa de gordura
Empanadas – discos de massa recheados e assados
Alfajores (foto) – dois discos de massa doce e crocante recheados com doce de leite, cobertos com chocolate ou açúcar de confeiteiro
Choripan – lingüiça assada servida no pão de trigo
Doce de leite – feito com o rico leite do gado dos pampas
Chimichurri - molho de a base de ervas que acompanha todo churrasco argentino



Cupcakes: novidades (foto Better Homes and Gardens)
Recém chegada de Nova Iorque, a Chef e Confeiteira Tatiana Osório tem novidades quentinhas do doce mundo dos cupcakes. Para apresentá-las, disponibilizará, no dia 10/8, módulo especial quando ensinará as mais famosas receitas americanas, entre elas o cupcake Red Velvet (foto), Carrot Cake e novas e deliciosas coberturas. Hum, que curiosidade! Mais informações em WWW.oficinaculinariafloripa.com.br ou pelo fone 3334-0372

Feijoada solidária (foto divulgação)
Acontece no dia 15 de agosto a 5ª Benefest, em benefício do projeto social Oficina do Saber, presidido pelo Padre Vilson Groth. O cardápio da festa é a feijoada feita por 7 restaurantes da cidade, com open bar de cerveja e caipirinha. Comprando a sua camiseta, você ajuda a tirar das ruas 320 crianças carentes de 6 a 15 anos, e a levá-las aonde tenham café e almoço, aulas em horários extra escolares, prática de esportes e oficinas do saber.
Quando: 15 de agosto (domingo) a partir das 11h30m
Onde: LIC – Lagoa Iate Clube
Quanto: R$ 60 a camiseta-convite, à venda nos Supermercados Imperatriz do Beiramar Shopping e com o voluntariado

Tour enogastronômico Pão e Vinho (foto arquivo pessoal João Lombardo)
Imagine ir à Itália e visitar várias cantinas, com degustações de vinhos nobres, espumantes, aceto balsâmico e embutidos. Imagine o que é tomar um Brunello, em Montalcino... Tudo isso com João Lombardo (foto), jornalista e sommelier, comentando as visitas e guiando um exclusivíssimo grupo de 20 participantes em uma aventura enogastronômica. Sem dúvida, é a viagem dos sonhos de todo enófilo, que acontecerá de 27/09 a 11/10. Informações: LoveTur pelo fone 3223-4354.

Para colecionar
Bife de chorizo (foto divulgação)
2 bifes de contrafilé de 3cm de altura (em torno de 250g cada bife)
Sal a gosto

1. Salgue os bifes dos dois lados imediatamente antes de fritá-los.
2. Aqueça uma frigideira grossa até sair fumaça.
3. Coloque uma colher de sopa de azeite.
4. Em fogo alto, coloque os bifes na frigideira.
5. Frite cada lado por 3 minutos e sirva imediatamente.
6. Se tiver uma grelha, ainda melhor!
7. Sirva com cebolas e tomates grelhados, e papas (batatas) fritas.
8. Rendimento: 2 porções

Empanadas argentinas de carne (foto WWW.recetasdeviajes.com)
18 discos de massa de empanada (compradas prontas no supermercado)
1 ½ de coxão mole bovino moído
2 cebolas médias picadas
3 dentes de alho picados
½ xícara (chá) de cebolinha verde picada
4 ovos cozidos picados
1 xícara (chá) de azeitonas verdes em rodelas
1 colher (chá) de cominho (opcional)
1/3 xícara (chá) de azeite de oliva
Sal e pimenta do reino a gosto
2 gemas de ovo cruas

1. Em uma panela larga refogar a cebola no azeite de oliva até ficar transparente. Junte o alho picado e refogue.
2. Junte a carne e refogue, mexendo constantemente para não formar grumos. Acrescente o cominho moído, se desejar, e o sal e a pimenta do reino. Quando a carne estiver bem cozida, mas ainda um pouco úmida, desligue.
3. Deixe a carne esfriar e mantenha na geladeira por 2 horas.
4. Pique os ovos cozidos e misture à carne resfriada. Junte a cebolinha picada e as azeitonas em rodelas.
5. Recheie fartamente as massas de empanadas e feche-as, apertando as pontas com um garfo, como pastéis.
6. Com um pincel de cozinha, pincele as empanadas com as gemas cruas batidas com 1 colher de sopa de agua fria.
7. Coloque as empanadas em uma forma e leve ao forno médio (pré-aquecido) até dourarem bem. Sirva quente.
8. Rendimento: 18 empanadas.

quinta-feira, agosto 05, 2010

30/07/2010 - Pato no prato

EDIÇÃO DE 30/07/2010 DA COLUNA COZINHA DE ESTAR/JORNAL NOTÍCIAS DO DIA, por Luciane Daux

No tucupi, laqueado, recheado, magret, confit ou à l’orange. Risotto ou arroz. Ufa, quantas receitas, de várias partes do mundo! Na cozinha brasileira, porém, o pato ainda é um freqüentador tímido. Exceção ao Pará, onde é preparado com o tucupi extraído da mandioca brava e jambu, e ao nosso Vale do Itajaí – ou Vale Europeu, onde é ingrediente principal de exóticos pratos típicos. Aliás, sai de Indaial considerável volume de exportação dessa ave para a Europa, Oriente Médio e Ásia. A carne, de cor vermelha e textura delicada, tem forte sabor característico e alto teor de proteínas. E é de fácil preparo, acredite, ao contrário do que parece. Escolhi duas receitas para você fazer aí em casa, uma gourmet e outra mais simples. Vamos variar?

Show de vinhos (foto divulgação Decanter)
Cerca de 450 vinhos, de 70 produtores vindos de 12 países. Enólogos e proprietários de vinícolas presentes, colocando em degustação seus vinhos clássicos e também aqueles “top”. E você ali, com uma taça na mão... Esse é o cenário do 3º Decanter Wine Show, que acontece na próxima 6ª feira. Os vinhos adquiridos durante o evento terão desconto de 15% e o ingresso dá direito a uma taça e kit Decanter Wine Show. Oportunidade imperdível para os apreciadores.
Serviço:
Quando: dia 6 de agosto
Onde: Hotel Majestic
Quanto: R$ 180 por pessoa
Informações e inscrições em www.decanterwineshow.com.br

Para colecionar
Pato com laranja (Canard à l’orange) (foto Volkskueche)
1 pato
2 cenouras e 2 talos de salsão picados
1 cebola média picada
1 dente de alho amassado
1 ramo de alecrim
Sal e pimenta-do-reino moída

Molho:
1 copo de vinho branco seco
1 copo de caldo de ave
3 colheres de sopa de açúcar
1 copo de suco de laranja coado
2 colheres de licor de laranja
1 colher de raspas de casca de laranja

1. Tempere o pato com o sal e a pimenta e os demais ingredientes e deixe descansar em geladeira por 6 horas.
2. Aqueça o forno em temperatura média, forre a assadeira com os temperos do pato, acrescente um copo de água e ponha o pato para assar em forno médio, pré-aquecido, com o peito para cima, até ficar completamente dourado, regando de vez em quando com o caldo que vai se formando na própria assadeira.
3. Retire o pato e reserve. Retire o excesso de gordura que ficou na assadeira, acrescente o caldo de galinha, o vinho branco e ferva por mais 15 minutos. Coe e reserve.
4. Em uma frigideira a parte faça um caramelo como açúcar e uma colher de água, e acrescente o caldo coado, mexendo até dissolver. Adicione o suco de laranja, as raspas de laranja e o licor, apagando o fogo imediatamente.
5. Corte o pato e distribua o molho sobre os pedaços.
Fonte: Villa Germania

Arroz de pato (foto Aldeia)
1 pato temperado e descongelado
2 xícaras (chá) de arroz parboilizado
4 xícaras de água
2 colheres de azeite de oliva
150 g de bacon picado
1 cebola média bem picada
5 dentes de alho picados
1 cálice de vinho português
1 folha de louro
2 cravos da índia
1 lingüiça portuguesa
Sal a gosto
1. Retire o pescoço que está dentro do pato e coloque-o para assar em forno médio, com o peito para cima, adicionando meio copo d’água.
2. Quando estiver dourado, retire o líquido que se formou na assadeira e adicione mais meio copo d’água. Regue o pato com o molho que se formou para que fique bem dourado.
3. Quando o pato estiver assado, retire do forno e aguarde aproximadamente 10 minutos antes de cortá-lo.
4. Retire e despreze a pele do pato e desfie a carne grosseiramente.
5. Em uma panela frite no azeite o bacon, a cebola e o alho. Assim que a cebola estiver dourada, acrescente os pedaços de pato e doure-os ligeiramente, acrescentando em seguida o vinho, a salsinha, o louro e o cravo.
6. Coloque então o arroz, complete com a água, salgue e tampe a panela.
7. Corte a lingüiça portuguesa em rodelas, frite e coloque sobre o arroz quando este estiver cozido e seco.
Fonte: Villa Germania

Nota minha: arroz de pato é diferente de risotto de pato. A primeira receita é originária de Portugal, da cidade de Braga, e é feita com arroz parboilizado. A segunda, originária da Itália, é feita com arroz arbório e método próprio
Sinta-se à vontade para comentar os posts.
(faça seu comentário ao final de cada post, no símbolo da canetinha).

Obrigada pela visita!

Lu