Gastronomia, culinária e outros interesses para os apaixonados
pelo prazer de cozinhar, comer bem e harmonizar.

Por Luciane Daux

quinta-feira, março 18, 2010

19/03/2010 - A Ilha toda dentro do coração

EDIÇÃO DE 19/03/2010 DA COLUNA COZINHA DE ESTAR/JORNAL NOTÍCIAS DO DIA, POR LUCIANE DAUX

(foto André Lando – Ponta do Leal)
Outro dia perguntei à Claudia “Zininha” Barbosa o significado de ser manezinha. Respondeu, com sabedoria de filha de poeta: “- Ser manezinha é conseguir colocar essa Ilha todinha dentro do coração”. Haja coração para caber essa beleza (e é tanta que quem vem por aqui se apaixona, vai se entregando, e depois não tem mais jeito de querer ir embora, não - como culpá-los?). Dia 23 de março nossa Florianópolis completa 284, e, em sua homenagem, a página de hoje está cheia de manezinhos, daqueles bem bons. Oioió, tás tolo, tás?


Ricaldinho da Ilha Edição 2010
Próxima terça nossa cidade fará 284 anos, e Ricardinho Machado - bem, não sei, mas continua um garotão. A comemoração dos dois aniversários será na 10ª edição do Ricaldinho da Ilha, com mais de 30 caldos diferentes. Também estarei lá prestigiando o querido colega aqui do Caderno Plural, servindo o tradicional caldinho de cozido, receita do Nego Querido.
Serviço:
Dia 23 de março/10, terça-feira
Local: Clube Náutico Martinelli, das 11 às 18 horas.
Camisetas-convite: R$ 70 no quiosque instalado no térreo do Shopping BeiraMar, na Toca do Urso e nas Lojas do Centro e Lagoa da Sanduicheria da Ilha.

Para ler (foto divulgação Editora Letras Brasileiras)
O manezinho que nasceu ao contrário. Luiz Aurélio Baptista. 2005. Editora Letras Brasileiras. O autor, manezinho legítimo da Carmela Dutra, teve a infância assombrada e encantada pelas histórias contadas pelo pai para embalar seu sono. Ao ambientar o conto na nossa Florianópolis natal, criou uma novela divertida e surpreendente. Foi adotado como livro de leitura por várias escolas. R$ 28,00 em www.saraiva.com.br ou direto com o autor por email bandadasantigas@gmail.com





Para cantar
Opereta do Mané (clique para ouvir a música)
(Gilson “Baixinho” Duarte e Cristaldo)
Ói ói ói ói ói ói ói
Ói ói ói eu nem pidi apiritivi, tás tola?
Isso mi dá congestã
Deixa di bobice que eu sou lá de Imaruí
Nóis só come tainhotinha, gordinho e torpedinho de siri
Seu amarelo tás pensando que és o que?
Tu levantou i pidiu um apiritivi
Tás doidja rapariga, num faisx, num faisx
Já mi tá dando nos nelvo
Não mi atenta, não mi atenta qui ti dô-te uma nas venta
Se quês, quês, e deixa de balela
Quem sabe tu não quês um peixe com café
Ou com kisuco de groselha (...)
UHuuuu! Côsa boa, sua amarela!

Para colecionar
Minha receita de pirão

Para fazer um pirão assim lisinho, seja ele d’água, feijão, cozido ou de peixe, leve o caldo escolhido para ferver. À parte, desmanche bem a farinha de mandioca, na proporção de uma xícara de farinha de mandioca para 2 ½ xícaras de água fria, e em seguida incorpore ao caldo fervente. Mantenha a panela no fogo médio-baixo, mexendo sempre, até que esteja bem cozido e soltando do fundo. Acerte o sal.




Caldo de garoupa com camarão (foto Daniela Caniçali)
(do meu caderno de receitas)
1 kg de garoupa em posta, mais a cabeça e o rabo
1 ½ kg de camarões médios com casca
2 cebolas picadas
2 tomates sem pele nem sementes picados
2 dentes de alho
2 folhas de louro
Suco de um limão
1 maço de salsinha picado
Sal e pimenta do reino a gosto

1. Peça para o seu peixeiro a cabeça e o rabo da garoupa. Frite-os com um pouquinho de óleo de soja, uma cenoura e uma cebola picada. Junte 2 litros de água e deixe ferver por 2 horas em fogo muito baixo, até reduzir a metade. Coe e reserve o líquido.
2. Descasque o camarão.
3. Tempere as postas de garoupa e o camarão com o limão, sal e pimenta do reino.
4. Frite a cebola com o alho e o louro em pouco óleo de soja. Quando murcharem, coloque ali as postas de garoupa, lado a lado.
5. Vire-as depois de 5 minutos, e junte o tomate picado e o camarão descascado.
6. Acrescente o caldo fervente e a salsinha, acerte o sal e deixe cozinhar por 10 minutos.
7. Sirva, acompanhado de pirão do caldo.
8. Rendimento: 6 porções.

Bolinho de Siri (foto divulgação)
(do meu caderno de receitas)
500 g de carne de siri desfiada
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
1 colher de sopa de azeite de oliva
2 colheres (sopa) de cebolinha picada
2 colheres (sopa) de salsinha picada
Sal e pimenta dedo-de-moça a gosto
Farinha de trigo, ovo e farinha de rosca para empanar
Óleo de soja para fritar
1. Lave bem a carne de siri e retire qualquer vestígio de osso. Escorra e reserve.
2. Numa panela, refogue a cebola e o alho no azeite de oliva até murcharem.
3. Junte numa tigela o refogado, o siri, temperos, sal e pimenta e misture bem.
4. Com as mãos, molde bolinhos, passe-os pela farinha de trigo, e em seguida pelo ovo e pela farinha de rosca.
5. Frite-os aos poucos, em óleo abundante.
6. Rendimento: 10 torpedos

5 comentários:

  1. Oi Lu seu blog está bárbaro!
    Receitinhas de dar agua na boca.
    E o Andre ficando famoso....hehehehe...........muito bom.
    Beijos

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  2. Adorei a definição da Claudinha.
    Amei seu post, homenagem completa a nossa ilha.
    E babei nesse bolinho de siri!!!
    Q coisa mais lindaaaaaaaaa, deu aguá na boca!
    Bjus da Paula

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  3. conforme te falei la no Dr. Ilmar, adoro teu blog, fico sempre aguardando por boas novidades,
    Beijo, Simone Collaco

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  4. Paula, ficou linda a homenagem, né? Mas só poderia ser. Quando a gente ama a cidade, tem que homenagear.
    Beijos, querida!

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  5. Simone,
    que bom que viste ao blog! Como te falei naquele dia, aqui vai encontrar muitas receitas! Se quiseres alguma em especial, que não esteja aqui, me escreves e te mando.
    Bem-vinda!
    Beijos

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