Gastronomia, culinária e outros interesses para os apaixonados
pelo prazer de cozinhar, comer bem e harmonizar.

Por Luciane Daux

sábado, setembro 26, 2009

25/09/2009 - Delícias do Líbano!

EDIÇÃO DE 25/09/2009 DA COLUNA COZINHA DE ESTAR/JORNAL NOTÍCIAS DO DIA, POR LUCIANE DAUX
(foto Luciane Daux)
A par de todo o mistério que o oriente desperta, tenho lá as minhas origens ancestrais paternas, na cidade de Zahle, Líbano. Já na quarta geração no Brasil, guardamos tradições como a preservação familiar, a hospitalidade que distingue o libanês, e as mesas fartas e variadas que gostamos de fazer. Muito da minha paixão pela cozinha vem daí: o quibe cru, a chich barak (sopa de coalhada) e o arroz com aletria da Vó Lídia, as esfihas da Tia Maricha. O quibe que aprendeu a fazer com a bisavó Rosa, minha avó ensinou para as noras, que ensinaram para as filhas, e ensinaremos às nossas filhas também. A cada transferência do conhecimento, uma pitada do paladar pessoal garante que cada receita será única, e que as tradições e as nossas raízes serão preservadas na alegria do encontro e nos exóticos sabores. Sarhteen (bom apetite)!

Beirute: o brasileiro já adotou
A receita pode variar, mas os ingredientes mais encontrados são o pão pita (sírio), rosbife ou lagarto fatiado, queijo, alface e rodelas de tomate. O nome homenageia a capital do Líbano. (foto divulgação)






Esfihas milenares (foto Luciane Daux)
A região do oriente médio foi o berço a civilização. Os grandes impérios que dominaram essa região, o persa (539-331 a.C.), o árabe (630-1258) e o otomano (1281-1918), foram responsáveis pela formação da cultura árabe, e isso se reflete também na culinária e nos hábitos alimentares. As primeiras tradições culinárias nasceram ali, há mais de 12 mil anos. Entre os anos 3000 a.C. e 300 a.C, quando os fenícios povoaram a região do Líbano, surgiu o hábito de cobrir o pão com carne e cebola. Nascia a esfiha. (fonte: http://www.tendaarabe.com/)

Introdução ao vinho: curso
Mais uma edição do ótimo curso de introdução ao conhecimento e à degustação do vinho, promovido pela Essen Vinhos. As principais uvas, os métodos de elaboração, regiões mais importantes e suas particularidades, e as bases teóricas para a correta apreciação e degustação dos vinhos serão abordados. Os ministrantes serão os sommeliers João Alexandre Lombardo e Guilherme Maran.
Onde: Sala de cursos Essen e Decanter. Rua Hermann Blumenau, 207. Florianópolis.
Quando: 08, 15, 22 e 29 de outubro de 2009, das 20h às 23h
Quanto: R$ 390,00 na inscrição ou 2x R$ 210,00
Inscrições: essen@essenvinhos.com.br ou fone (48) 3223-1500

Tarde árabe no Emporium Jazz
Mezze é como se chama a mesa com numerosos pratos árabes, originária de Zahle, Líbano. No almoço deste sábado em Florianópolis, no Emporium Bocaiúva, faço o tradicional Menu Tapete Árabe. Uma pequena mezze, uma viagem pela culinária libanesa. Das 12 às 18 horas. Rua Bocaiúva, 1901 - Florianópolis/SC. Fone: (48) 3224-1670

Para colecionar (foto Luciane Daux)Kibbeh naye - quibe cru (do caderno de receitas da minha avó Lídia Boabaid Daux, com adaptações minhas)
500 g de trigo para quibe
1 kg de coxão mole (bem limpo)
1 cebola média
1/2 colher de chá de pimenta da Jamaica
1 xícara de folhas de hortelã
Sal a gosto

1. Lave bem o trigo de quibe, e deixe descansando por 30 minutos, com água até um dedo acima da quantidade de trigo. Toda a água deverá ter sido absorvida.
2. Junte a carne moída ao trigo.
3. Passe no processador a cebola e a hortelã, e junte à carne. Ponha sal e pimenta da Jamaica.
4. Misture bem todos esses ingredientes e passe aos poucos na processadora, por 30 segundos. Está pronto o quibe cru.
5. Sirva com cebola crua e azeite de oliva.
6. Rende 6 porções.

Importante: Com essa mesma massa você pode moldar quibes para frita em óleo abundante (minha avó os chamava de porongos, recheados com cebola e hortelã), ou abri-la na assadeira, para o quibe assado (coloque uns pedacinhos de manteiga por cima, antes de levar ao forno).

Homus bi Tahine - pasta de grão de bico (foto Luciane Daux)
(do caderno de receitas da minha mãe, com adaptações minhas)
250g de grão de bico
3 dentes de alho
5 colheres (sopa) de tahine (pasta de gergelim, à venda nos supermercados)
Sal a gosto

Para acompanhar:
Pão pita (sírio)
Azeite de oliva
Limão

1. Coloque o grão-de-bico de molho na água na noite anterior. Mantenha na geladeira.
2. Leve o grão-de-bico para cozinhar na panela de pressão por 50 minutos (depois de apitar) ou por 2h30 minutos na panela comum, completando com água para deixá-lo sempre submerso. Estará pronto quando começar a querer se desmanchar.
3. Escorra, reservando a água do cozimento.
4. Passe o grão-de-bico na processadora, acrescentado um pouco da água do cozimento (apenas o suficiente para conseguir processar), o tahine e o alho.
5. Adicione o sal aos poucos, provando sempre.
6. Sirva gelado como entrada, com um fio de azeite de oliva, limão e pão pita.
7. Rende 6 porções.

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Lu