Gastronomia, culinária e outros interesses para os apaixonados
pelo prazer de cozinhar, comer bem e harmonizar.

Por Luciane Daux

sábado, setembro 26, 2009

25/09/2009 - Delícias do Líbano!

EDIÇÃO DE 25/09/2009 DA COLUNA COZINHA DE ESTAR/JORNAL NOTÍCIAS DO DIA, POR LUCIANE DAUX
(foto Luciane Daux)
A par de todo o mistério que o oriente desperta, tenho lá as minhas origens ancestrais paternas, na cidade de Zahle, Líbano. Já na quarta geração no Brasil, guardamos tradições como a preservação familiar, a hospitalidade que distingue o libanês, e as mesas fartas e variadas que gostamos de fazer. Muito da minha paixão pela cozinha vem daí: o quibe cru, a chich barak (sopa de coalhada) e o arroz com aletria da Vó Lídia, as esfihas da Tia Maricha. O quibe que aprendeu a fazer com a bisavó Rosa, minha avó ensinou para as noras, que ensinaram para as filhas, e ensinaremos às nossas filhas também. A cada transferência do conhecimento, uma pitada do paladar pessoal garante que cada receita será única, e que as tradições e as nossas raízes serão preservadas na alegria do encontro e nos exóticos sabores. Sarhteen (bom apetite)!

Beirute: o brasileiro já adotou
A receita pode variar, mas os ingredientes mais encontrados são o pão pita (sírio), rosbife ou lagarto fatiado, queijo, alface e rodelas de tomate. O nome homenageia a capital do Líbano. (foto divulgação)






Esfihas milenares (foto Luciane Daux)
A região do oriente médio foi o berço a civilização. Os grandes impérios que dominaram essa região, o persa (539-331 a.C.), o árabe (630-1258) e o otomano (1281-1918), foram responsáveis pela formação da cultura árabe, e isso se reflete também na culinária e nos hábitos alimentares. As primeiras tradições culinárias nasceram ali, há mais de 12 mil anos. Entre os anos 3000 a.C. e 300 a.C, quando os fenícios povoaram a região do Líbano, surgiu o hábito de cobrir o pão com carne e cebola. Nascia a esfiha. (fonte: http://www.tendaarabe.com/)

Introdução ao vinho: curso
Mais uma edição do ótimo curso de introdução ao conhecimento e à degustação do vinho, promovido pela Essen Vinhos. As principais uvas, os métodos de elaboração, regiões mais importantes e suas particularidades, e as bases teóricas para a correta apreciação e degustação dos vinhos serão abordados. Os ministrantes serão os sommeliers João Alexandre Lombardo e Guilherme Maran.
Onde: Sala de cursos Essen e Decanter. Rua Hermann Blumenau, 207. Florianópolis.
Quando: 08, 15, 22 e 29 de outubro de 2009, das 20h às 23h
Quanto: R$ 390,00 na inscrição ou 2x R$ 210,00
Inscrições: essen@essenvinhos.com.br ou fone (48) 3223-1500

Tarde árabe no Emporium Jazz
Mezze é como se chama a mesa com numerosos pratos árabes, originária de Zahle, Líbano. No almoço deste sábado em Florianópolis, no Emporium Bocaiúva, faço o tradicional Menu Tapete Árabe. Uma pequena mezze, uma viagem pela culinária libanesa. Das 12 às 18 horas. Rua Bocaiúva, 1901 - Florianópolis/SC. Fone: (48) 3224-1670

Para colecionar (foto Luciane Daux)Kibbeh naye - quibe cru (do caderno de receitas da minha avó Lídia Boabaid Daux, com adaptações minhas)
500 g de trigo para quibe
1 kg de coxão mole (bem limpo)
1 cebola média
1/2 colher de chá de pimenta da Jamaica
1 xícara de folhas de hortelã
Sal a gosto

1. Lave bem o trigo de quibe, e deixe descansando por 30 minutos, com água até um dedo acima da quantidade de trigo. Toda a água deverá ter sido absorvida.
2. Junte a carne moída ao trigo.
3. Passe no processador a cebola e a hortelã, e junte à carne. Ponha sal e pimenta da Jamaica.
4. Misture bem todos esses ingredientes e passe aos poucos na processadora, por 30 segundos. Está pronto o quibe cru.
5. Sirva com cebola crua e azeite de oliva.
6. Rende 6 porções.

Importante: Com essa mesma massa você pode moldar quibes para frita em óleo abundante (minha avó os chamava de porongos, recheados com cebola e hortelã), ou abri-la na assadeira, para o quibe assado (coloque uns pedacinhos de manteiga por cima, antes de levar ao forno).

Homus bi Tahine - pasta de grão de bico (foto Luciane Daux)
(do caderno de receitas da minha mãe, com adaptações minhas)
250g de grão de bico
3 dentes de alho
5 colheres (sopa) de tahine (pasta de gergelim, à venda nos supermercados)
Sal a gosto

Para acompanhar:
Pão pita (sírio)
Azeite de oliva
Limão

1. Coloque o grão-de-bico de molho na água na noite anterior. Mantenha na geladeira.
2. Leve o grão-de-bico para cozinhar na panela de pressão por 50 minutos (depois de apitar) ou por 2h30 minutos na panela comum, completando com água para deixá-lo sempre submerso. Estará pronto quando começar a querer se desmanchar.
3. Escorra, reservando a água do cozimento.
4. Passe o grão-de-bico na processadora, acrescentado um pouco da água do cozimento (apenas o suficiente para conseguir processar), o tahine e o alho.
5. Adicione o sal aos poucos, provando sempre.
6. Sirva gelado como entrada, com um fio de azeite de oliva, limão e pão pita.
7. Rende 6 porções.

sexta-feira, setembro 25, 2009

Tarde Árabe no Emporium - sábado 26/09/09

Mezze é como se chama a mesa com numerosos pratos árabes, originária de Zahle, Líbano. No almoço deste sábado em Florianópolis, no Emporium Bocaiúva, faço o tradicional Menu Tapete Árabe. Uma pequena mezze, uma viagem pela culinária libanesa.
Emporium Bocaiuva Das 12 às 18 horas
Rua Bocaiúva, 1901 - Florianópolis/SC
Fone: (48) 3224-1670


(foto Luiza Daux Buffon)

(foto Luciane Daux))

domingo, setembro 20, 2009

11/09/2009 - Ein Prosit!

EDIÇÃO DE 11/09/2009 DA COLUNA COZINHA DE ESTAR/JORNAL NOTÍCIAS DO DIA, POR LUCIANE DAUX

Ein prosit!Há vestígios da existência da cerveja datados de 8 mil anos atrás. Consta que a primeira cervejaria brasileira nasceu em Joinville! Em 1852 o suíço Gabriel Schmalz instalou a pequena fábrica na Colônia Dona Francisca, e, como não havia cevada, a cerveja era feita de millho. Na panela, ela é um ótimo agente de sabor para a gastronomia, pois acrescenta sabor e leveza às receitas. Carnes, por exemplo, pedem cervejas com maltes torrados e caramelizados. Peixes e aves, as com coloração mais clara. No copo, a cerveja é companhia para toda hora. Bem gelada e com colarinho, que tem a função de manter o gás carbônico e a temperatura. Calorias: 140 por cada 300ml do líquido dourado, portanto cuidado. No mais, aprecie com moderação essa delícia!

Para ler (foto divulgação Editora Larousse)
Larousse da cerveja. Ronaldo Morado, 1a. edição, 2009. Editora Larousse. Fartamente ilustrada, a obra retrata a história da bebida, seus ingredientes, o processo de fabricação, detalhes da degustação, variedade de estilos, aspectos gastronômicos, o negócio e muitas outras informações em um delicioso mergulho no rico universo da cerveja. R$ 119,00 na http://livraria.folha.com.br/ ou pelo fone 0800 140090








Curiosidade: Reinheitsgebot (reprodução divulgação)
É a Lei da Pureza da Cerveja, promulgada pelo Duque Guilherme IV da Baviera, em 23 de Abril de 1516, que instituiu que a cerveja deveria ser fabricada apenas com água, malte de cevada e lúpulo (a levedura de cerveja não era conhecida à época). Ela se constitui um dos mais antigos decretos alimentares da Europa.













Eisenbahn lança cerveja Joinville Porter (foto divulgação)
A Joinville Porter, cerveja do estilo Robust Porter, criada pelo catarinense Ivan Steinbach, foi a vencedora da segunda edição do concurso Mestre Cervejeiro promovido pela Eisenbahn. A cerveja, produzida em edição limitada, será distribuída em garrafas fechadas com rolha e apenas 3 mil litros estarão a venda. A cerveja segue o conceito homebrewing, ou seja, de fabricação caseira e artesanal.
http://www.joinvilleporter.com.br/.






Cervejarias catarinenses
A maciça colonização germânica no Estado de Santa Catarina, entre tantas coisas positivas, trouxe também o hábito da produção de cerveja. A herança foi boa, e hoje são muitas as cervejarias artesanais no nosso Estado, como a Eisenbahn, Bierland, Heimat, Zehn Bier entre outras. Conheça mais no site http://www.santur.sc.gov.br/

Para colecionar
Risotto de lingüiça calabresa com cerveja preta (foto divulgação Arroz Urbano)
(do meu caderno de receitas)
1/2 kg de lingüiça calabresa sem pele, em rodelas de 1cm
4 colheres de sopa de azeite de oliva
1 colher de sopa de manteiga
1 cebola média picada
2 dentes de alho picados
3 xícaras (chá) de cerveja preta
1 ½ xícara (chá) de arroz parboilizado
½ xícara (chá) de queijo parmesão
½ xícara (chá) de salsinha picada sal a gosto

1. Frite a lingüiça no azeite de oliva, mexendo até dourar.
2. Junte a manteiga, o alho picado, a cebola picada e continue refogando, até a cebola ficar transparente.
3. À parte, leve a cerveja mais 1 xícara de água para ferver, em outra panela.
4. Junte o arroz na panela com a linguiça e refogue, sempre mexendo, até o arroz ficar um uniformemente coberto pela gordura.
5. Adicione a cerveja fervente com a água e misture. Tampe e cozinhe por 15 minutos, no fogo baixo.
6. Acerte o sal, incorpore a salsinha, mexa delicadamente e retire do fogo. Polvilhe o queijo parmesão, misture cuidadosamente e sirva em seguida.
7. Rende 6 porções.

Anéis de cebola dourados (foto divulgação)
(do meu caderno de receitas)
1 xícara (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de cerveja clara gelada
1 colher (chá) de sal
4 cebolas médias cortadas em rodelas de 0,5 cm de espessura
Óleo abundante para fritar

1. Bata a farinha de trigo com a cerveja e o sal, até obter uma massa homogênea.
2. Reserve a massa na geladeira por 1 hora, antes de usar. Esse passo é fundamental, não pule!
Enquanto isso, separe os anéis de cebola, passe-os rapidamente pela farinha de trigo, tirando todo o excesso.
3. Aqueça o óleo.
4. Passe os anéis de cebola pela massa gelada e coloque-os no óleo quente, até dourarem. Retire e coloque sobre papel-toalha.
5. Sirva como aperitivo, acompanhando uma cervejinha bem gelada.
6. Rende 4 porções.

Observação: essa massa também fica ótima para empanar camarões, lulas e legumes crus. Experimente!

04/09/2009 - Na cozinha da Côrte Imperial

EDIÇÃO DE 04/09/2009 DA COLUNA COZINHA DE ESTAR/JORNAL NOTÍCIAS DO DIA, POR LUCIANE DAUX
Se os leitores são como eu, que gosto de cozinhar para quem gosta de comer, adorariam ter cozinhado para a Família Real Portuguesa, o Rei Dom João VI comendo três frangos assados e cinco mangas por refeição. E tinha Dona Carlota Joaquina que ... bem, a Rainha era um caso à parte. Enquanto a Princesa Isabel adorava pão-de-ló, Dom Pedro I era louco por arroz e feijão que, segundo dizem, aprendeu a gostar quando entrou sem se identificar na cozinha de uma fazenda que visitava, dizendo à cozinheira que tinha fome. Ela, sem reconhecê-lo, disse: “- Posso dar algo simples, moço, porque estou esperando o Imperador”. Ofereceu-lhe arroz, feijão, carne e aguardente, e o Imperador se fartou. Pensei nessas coisas porque segunda é feriado, Proclamação da Independência do Brasil em relação a Portugal. Vamos comemorar com receitas de agradar a nobreza!

“Ponha-se a cózer em duas agoas fervendo huma duzia de limoens em talhadas delgadas com toda a grainha fora, até que nao amarguem…”
Parte de uma receita de torta de limão tirada do livro Arte de cozinha, escrito em 1680, por Domingues Rodrigues, cozinheiro da Corte.

Para ler (foto divulgação Editora SENAC)
Arte de cozinha. Domingos Rodrigues. Editora SENAC, 336 páginas, ano 2008. Reeditado no ano passado, em homenagem aos 200 anos da vinda para o Brasil da Família Real Portuguesa, é uma versão contemporânea do primeiro livro de culinária publicado em língua portuguesa, em 1860. A chef Flávia Quaresma apresenta uma releitura de 31 das receitas originais, atualizadas ao gosto contemporâneo. Mais que um livro de receitas, é uma deliciosa combinação de história, cultura e gastronomia. R$ 63,90 no http://www.submarino.com.br/

Para assistir (reprodução DIVULGAÇÃO)
Carlota Joaquina Princesa do Brasil. Brasil, 1995, 104 minutos. Conta a história de Carlota Joaquina (Marieta Severo), a infanta espanhola que, prometida ao príncipe de Portugal, Dom João VI (Marco Nanini) em casamento. Uma boa comédia, mostra a Corte e seus requintes.

IceWine brasileiro (foto DIVULGAÇÃO)
Em junho, os termômetros registraram -7,5oC em São Joaquim. Motivo de festa para a Vinícola Pericó, que pôde fazer a colheita de uvas perfeitamente maduras congeladas, a 1300 metros de altitude sobre o nível do mar. Esse fenômeno da natureza permitirá, pela primeira vez no Brasil, a elaboração do IceWine (vinho do gelo), um vinho naturalmente licoroso e altamente adocicado, pela concentração dos açúcares da própria uva, e estabilizados em barricas novas de carvalho francês, floresta Allier. Sem dúvida, um marco para Santa Catarina e o Brasil.

Para colecionar
Esta receita vem de Petrópolis (terra de Pedro), no Rio de Janeiro, aonde fica a residência de verão da Família Real, hoje o Museu Imperial. É onde mora, também, a maior parte dos descendentes dos Orleans e Bragança.

Cordeiro à Provençal (foto DIVULGAÇÃO)
(Chef Claudia Mascarenhas, restaurante Imperatriz Leopoldina, Petrópolis/RJ)
4 carrés de cordeiro (300 g)
20 ml de caldo de frango
30 g de champignons de Paris fatiados
10 g de manteiga
50 ml de azeite de oliva
5 g de alho picado

Tomilho, alecrim, salsa, cebolinhaSal e pimenta-do-reino

1. Tempere os carrés com sal e pimenta.
2. Grelhe no azeite (cada lado, 2 a 3 minutos); reserve.
3. Na mesma frigideira, coloque o alho e deixe dourar.
4. Acrescente os cogumelos, a manteiga, o caldo e, por último, as ervas picadas.

Nota minha: os carrés podem ser substituídos por costeletas suínas.

Bacalhau Baden Baden (foto BadenBaden/DIVULGAÇÃO)
(Chef Carolina Vitoria, restaurante BadenBaden, Campos do Jordão/SP)
6 postas de bacalhau dessalgado
1 kg de brócolis
300ml de azeite extra virgem
200 g de cebola cortada em rodelas
200 g de pimentão vermelho cortado em rodelas
200 g de pimentão amarelo cortado em rodelas200 g de pimentão verde cortado em rodelas
100 g de azeitonas pretas
200 g de alho poró
50 g de alho laminado frito

1. Grelhe as postas de bacalhau e reserve.
2. Em uma frigideira aqueça o azeite e refogue a cebola, os pimentões e os brócolis cozido, por último acrescente as azeitonas.
3. Em um prato coloque as postas de bacalhau e por cima acrescente os legumes refogados.
4. Finalize com o alho poró dourado em azeite e o alho frito.

sexta-feira, setembro 18, 2009

18/09/2009 - Tempo de renovação

EDIÇÃO DE 18/09/2009 DA COLUNA COZINHA DE ESTAR/JORNAL NOTÍCIAS DO DIA, POR LUCIANE DAUX

(foto Luiza Daux Buffon)
Conta a mitologia grega que Perséfone - filha da Mãe Terra, Demetér - foi raptada por Plutão, e levada para um mundo subterrâneo e escuro. Inconformada com a perda da filha, Demetér recolheu-se e a sua tristeza murchou as flores e secou os frutos das árvores, fazendo surgir o inverno. Zeus, então, fez um acordo com Plutão, permitindo que durante metade do ano Perséfone voltasse a viver com a mãe. Desde então, nesses dias, a alegria da Mãe Terra faz as flores desabrocharem, e há abundância nas colheitas: é primavera! Então receitas leves e um campo de girassóis para você!

"Já se passara o ano. Os primeiros calores da primavera tão antigos como um primeiro sopro. E que a fazia não poder deixar de sorrir. (...) Impossível que essa doçura de ar não traga outras!, diz o coração se quebrando. (...) Impossível que esse ar não traga o amor do mundo! Repete o coração que parte sua secura crestada num sorriso. E nem sequer reconhece que já o trouxe. Esse primeiro calor ainda fresco trazia: tudo. Apenas isso, e indiviso: tudo."
(Clarice Lispector em “A origem da primavera ou A morte necessária em pleno dia”, 1967)

Novo presidente da ABAGA faz jantar especial no La Table (foto divulgação La Table)
João Leme, formado pela École Le Cordon Bleu de Paris, e Chef do Bistrô La Table, de Balneário Camboriu, assumiu a presidência da ABAGA - Associação Brasileira da Alta Gastronomia). Juntando o fato ao aniversário de 2 anos do charmoso bistrô e ao ano da França no Brasil, o Chef prepara nesta sexta, 18/09, um jantar especial com 5 receitas autorais, precedido por um Wine Talk de Manuel Brandão, que comandará uma degustação de vinhos franceses, perfeitamente harmonizados com aperitivos leves. Wine Talk + aperitivos + degustação de vinhos + menu completo com 5 pratos, R$ 140 por pessoa. Informações e reservas: (47) 3267-0033 ou 3366-0027.

Santa Catarina à mesa (foto divulgação Editora Expressão)
O jornalista e sommelier João Lombardo lançou em Florianópolis, no Palco Iguatemi, a segunda edição do livro Santa Catarina à Mesa. Dois mapas comentados com os roteiros do vinho e da cerveja mostram as vinícolas e os estilos das cervejas catarinenses. Abordando os tópicos vinho e cerveja, traz também 30 receitas com propostas de harmonizações. Uma obra ilustrada com belas fotografias e respaldada pela enorme cultura e competência de Lombardo, também professor de enogastronomia da Unisul, apresentador do programa Pão e Vinho (TVBV) e dono da Lombardo Pão Italiano. Sem dúvida todo apreciador de vinhos e/ou gourmet gostará levar Santa Catarina à Mesa para a sua biblioteca. O livro sai pela Editora Expressão e encontra-se à venda nas livrarias Saraiva.

Borboletas crocantes ... para enfeitar seus pratos de primavera. Corte a massa de pastel em retângulos de 5 X 10 cm. Umedeça o dedo indicador e passe no meio da massa, apertando-a em seguida, formando uma borboleta. Frite em óleo quente abundante e use em saladas (foto).

Para colecionar
Salada de Morangos e Espinafre
4 xícaras (chá) de folhas de espinafre cru
2 xícaras (chá) de morangos
1 xícara (chá) de nozes

Molho:
4 colheres (sopa) de vinagre
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
4 colheres (sopa) de água
2 colheres (sopa) mel
Sal a gosto

1. Corte os morangos ao meio e misture às folhas de espinafre e às nozes.
2. Bata os ingredientes do molho até fazer uma emulsão, e sirva sobre a salada.
3. Rica em vitamina C, ferro, fibras e ômega 3 e 6, essa salada serve 4 porções.


Espetinhos primavera de camarão
16 camarões médios sem casca
1 pimentão vermelho em quadrados de 3 X 3 cm
1 abobrinha italiana em rodelas
Suco de um limão
1 dente de alho picado
Sal a gosto
Azeite de oliva

2 espetinhos de madeira

1. Tempere os camarões com o azeite de oliva, sal, limão e alho.
2. Deixe os espetinhos de molho na água por 30 minutos. Monte os espetinhos, alternando os camarões com os quadrados de pimentão e as rodelas de abobrinha
3. Coloque os espetinhos numa forma e regue-os com a marinada dos camarões.
4. Leve ao forno alto por 10 minutos, ou até os camarões ficarem rosados.
5. Rende 2 porções.

segunda-feira, setembro 07, 2009

28/08/2009 - Por Tutatis!

EDIÇÃO DE 28/08/2009 DA COLUNA COZINHA DE ESTAR/JORNAL NOTÍCIAS DO DIA, POR LUCIANE DAUX

(ilustração divulgação)
A refeição preferida de Obelix é javali. Inteiro... Estou falando do melhor amigo de Asterix, o gaulês, ambos personagens de quadrinhos criados em 1959 na França, por Uderzo e Goscinny. Obelix é o mais simpático dos personagens da saga e, a despeito do seu tamanho superlativo, é quem dá leveza às histórias. Já foi interpretado no cinema por Gerard Depardieu. Se você nunca leu ou viu Asterix e Obelix, está perdendo uma das formas mais divertidas de conhecer a história da Europa, contada de forma original.

Em Paris, comendo como Obelix ... (foto divulgação)
Uma taberna que é uma aventura sem igual: Nos ancêtres les gaulois (Nossos ancestrais os gauleses). O restaurante é rústico, e é servido por garçons vestidos como gauleses, inclusive aquele chapéu esquisito do Asterix. Sobre as mesas muito pequenas, além de uma cesta gigante de legumes e verduras in natura, de onde tiramos a nossa própria salada, também estão canecas de estanho, para “colher” (a expressão é do garçon ...) o vinho à vontade nos tonéis de madeira. O serviço é um Buffet de comidas simples, porém saborosas, com carnes grelhadas. A especialidade? Javali, claro. O jantar para uma pessoa sai em torno de 40 euros (R$ 110). No mínimo, é divertido, por Belenos! 39, rue Saint-Louis-en-l'Ile, Paris, França.

4ª Benefest (foto divulgação)
Neste domingo, a 4ª edição da feijoada que arrecada fundos para o Projeto Oficina do Saber, coordenado pelo Padre Vilson Groh. Quitutes ao encargo do Galpão Pegorini, Styllu’s Buffet, Píer 54, Quinta da Bica D’Água, entre outros colaboradores. Faça parte da festa que faz o bem! Camisetas a R$ 60, a venda nos Supermercados Imperatriz da Mauro Ramos, Shopping Beiramar e Córrego Grande
Quando: 30/08, no LIC, em Florianópolis, das 11 às 18 horas.

Passaporte do Sabor (foto SENAC)
Os interessados pela gastronomia têm um motivo a mais para procurar os cursos oferecidos pela Faculdade Senac Florianópolis, que lançou recentemente o Passaporte do Sabor. Ele funciona como um programa de fidelidade, similar a um passaporte de viagem, que permite ao aluno acumular pontos a cada curso realizado. Os pontos são trocados por descontos na matrícula de um novo curso na área. Para conhecer mais sobre o programa e os cursos de gastronomia disponíveis no Senac o site é http://www.sc.senac.br/florianopolis





Para colecionar
Diz-se que o Coq au Vin (galo no vinho) é uma velha receita da Auvergne, antiga província francesa da época do império romano. Sua origem remonta a Júlio César, que conquistou a Auvergne entre os anos 58 e 51 a.C, durante a campanha da Gália.

Coq au Vin (foto divulgação)
(Do caderno de receitas de Dauth Emmendorfer)
1 Kg sobrecoxa de galo (substitua por sobrecoxa de frango sem pele)
1 l de vinho tinto seco
1 colher (chá) de gengibre
4 dentes de alho
6 folhas de louro
3 folhas de manjericão
1 xícara (chá) de cebolinha verde
2 cebolas cortadas em 8 partes
1 pimentão vermelho picado
1 cenoura picada
200 g de polpa tomate
1 pacote creme ou sopa de cebola
sal, açúcar a gosto

1. Prepare uma vinha d'alho com todos os ingredientes, exceto as folhas de louro, o creme de cebola, a polpa de tomate e a cebolinha verde.
2. Deposite ali as sobrecoxas e deixe-as marinar durante 3 horas, aproximadamente.
3. Retire as sobrecoxas e reserve. Bata a marinada no liquidificador junto com o creme de cebola. Adicione a cebolinha verde bem picada e o louro e reserve.
4. Frite as sobrecoxas para firmar e dourar a carne, com uma pitada de açúcar. Misture-as ao molho e deixe cozinhar por 20 a 30 minutos, acrescentando um pouco de água, se necessário.
5. Sirva com arroz branco.

Javali ao vinho tinto (foto Arquivo pessoal/ND)
“Este preparo é a moda do caçador, para ser prático e possível de fazer em qualquer lugar. Algumas receitas recomendam o forno, mas nem sempre é possível encontrar estrutura na rusticidade dos locais de caça. A idéia é mostrar que pode ser feito sem grandes sofisticações este prato tão gostoso.” (Eugênio Carlos Evangelista Vieira, caçador de javalis e autor da receita)

1 a 1,3 kg de carne de javali cortada em pedaços
1 garrafa de vinho tinto seco
1 cenoura cortada em rodelas
1 cebola picada
4 dentes de alho esmagados
2 folhas de louro
Salsinha
Alecrim
Tomilho (se quiser)
Sal e pimenta do reino moída a gosto
Manteiga

1. Junte todos os ingredientes numa marinada, exceto o sal e a pimenta-do-reino moída. Deixe a carne marinar por 24 horas (travessa de vidro ou cerâmica, não use alumínio) , em geladeira, virando-a várias vezes.
2. Retire o javali dessa marinada e coe o vinho, descartando os legumes e temperos.
3. Tempere com sal e pimenta.
4. Aqueça a panela e coloque manteiga para fritar os pedaços de javali, até que fiquem dourados. Reserve.
5. Com a panela ainda no fogo, acrescente o vinho da marinada. Coloque o javali e deixe cozinhar por, aproximadamente, uma hora, em fogo baixo. O vinho vai reduzir (se achar que secou muito, coloque um pouco de água).
6. Sirva com polenta ou massa.
7. Para beber, na opinião de Eugênio, os vinhos de uva Tannat, em especial os uruguaios, harmonizam muito bem com carne de caça. Depois um bom charuto e um destilado.

21/08/2009 - Panquecas

EDIÇÃO DE 21/08/2009 DA COLUNA COZINHA DE ESTAR/JORNAL NOTÍCIAS DO DIA, POR LUCIANE DAUX

Para começar ou terminar as refeições, crepes (foto divulgação)
Substantivo masculino, segundo o dicionário Aurélio. Palavra latina derivada de crispus, que significa crespo - como a sua textura o é, o crepe é uma panqueca muito fina, que pode ser recheada com uma infinidade de sabores. O mais tradicional é o Crepe Suzette, onde a laranja é coadjuvante. Na França, é absolutamente comum, tanto quanto o cachorro-quente é para nós, servido na rua com toda a informalidade (foto). Os franceses, de um lado, fazem biquinho e juram que o crepe nasceu em suas terras, na Bretanha. De outro, os italianos também reivindicam a criação dos crepes, mesmo que por acaso, na cozinha do papa Gelásio, no século V. Dessa vez, acredito nos franceses. Très bon!

Crepes na madrugada (foto Luciane Daux)
Estou para conhecer quem, morando em Florianópolis, nunca comeu um crepe no Kaiskidum. Desde 1974, quando era apenas um trailer na Beira Mar, o segredo mais bem guardado é a receita daquela massa crocante e saborosa. Os recheios, os mais variados, vão de mignon a banana com doce de leite e queijo (esse último é de comer de joelhos). Além dos crepes, os sanduíches da casa são legendários. Tudo servido com a atenção e a simpatia do garçon Sérgio Beleza, patrimônio humano histórico da Capital, que acompanhou (e acompanha) o fim de noite já de duas gerações da cidade. Tudo beleza?

4ª Benefest (foto divulgação)
Acontece no dia 30/08, domingo, a 4ª edição da feijoada que arrecada fundos para o Projeto Oficina do Saber, coordenado pelo Padre Vilson Groh. Neste ano, os quitutes ficam ao encargo do Galpão Pegorini, Styllu’s Buffet, Píer 54, Quinta da Bica D’Água, entre outros colaboradores. Faça parte da festa que faz o bem!
Quando: 30/08, no LIC, em Florianópolis, das 11 às 18 horas.
Quanto: camisetas a R$ 60, a venda nos Supermercados Imperatriz da Mauro Ramos, Shopping Beiramar e Córrego Grande

Rua Visconde de Taunay: gastronomia (logo HCOM Comunicação)
“Via Gastronômica” é como é chamada a Rua Visconde de Taunay, em Joinville, em praticamente toda sua extensão. A rua foi reurbanizada pela Prefeitura, e hoje é o endereço mais badalado da cidade, com grande concentração de restaurantes e bares, 1ª opção do joinvillense e também do turista. A tendência se estendeu ao entorno, às ruas Max Colin, Ministro Calógeras, Otto Boehm e Aquidaban, proximidades com a Visconde. Sem dúvida, uma tacada certeira numa cidade aonde o potencial de consumo, estimado somente para o ano passado pela Target Marketing Consultoria, era de 6,18 bilhões.



Para colecionar
Crepes de salmão
(foto divulgação)
(Do meu caderno de receitas)
Massa:
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 xícaras (chá) de leite integral
4 ovos inteiros, grandes
1 colher (sopa) de manteiga derretida
4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
1 colher (chá) de sal
1 maço de salsinha picado

Recheio:
1 kg de filé de salmão em cubos de 2cm
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
2 colheres (sopa) de manteiga
1 cebola picada
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 1/2 xícara (chá) de leite integral
200 ml de creme de leite
Sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

1. Para a massa, bata no liquidificador todos os ingredientes, exceto a salsinha. ]
2. Coloque numa tigela, junte a salsinha e deixe repousar por uma hora (não pule o passo do repouso, pois é importante para a elasticidade da massa).
3. Unte uma frigideira anti-aderente com manteiga e faça crepes finos até acabar a massa.
Numa panela, refogue a cebola até murchar no azeite de oliva. Junte o salmão e refogue até mudar de cor. Reserve.
4. Na mesma panela, derreta a manteiga e frite a farinha de trigo. Junte o leite e mexa sempre, até ficar um creme homogêneo.
Acrescente o salmão, o creme de leite, sal, noz moscada e pimenta.
5. Deixe ferver e desligue.
6. Recheie os crepes com o creme de salmão, dobre ao meio e sirva quente.
7. O salmão pode ser substituído por camarões ou frango, seguindo a mesma receita.
8. Rende em torno de 20 crepes.

Crepes de nutella com morango (foto divulgação)
(Do meu caderno de receitas)
Massa:
1 xícara (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de leite integral
2 ovos inteiros, grande
2 colheres (sopa) rasas de açúcar
1 pitada de sal

Recheio:
350 de nutella
300g de morangos limpos

Açúcar de confeiteiro para polvilhar

1. Bata todos ingredientes da massa no liquidificador, e deixe repousar por uma hora.
2. Unte uma frigideira anti-aderente com manteiga, e faça crepes finos até acabar a massa.
3. Corte os morangos em fatias não muito finas.
4. Recheie os crepes, passando uma camada de nutella e colocando por cima as fatias de morango.
5. Enrole os crepes como panquecas.
6. Leve ao forno aquecido por 8 a 10 minutos, retire, polvilhe com açúcar de confeiteiro e sirva.
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Lu