Gastronomia, culinária e outros interesses para os apaixonados
pelo prazer de cozinhar, comer bem e harmonizar.

Por Luciane Daux

sexta-feira, março 20, 2009

20/03/2009 - Cozinha de estar: bem-vindo, outono

Edição de 20/03/2009 da Coluna Cozinha de Estar, Jornal Notícias do Dia (Florianópolis SC), por Luciane Daux

Bem-vindo outono (foto Luciane Daux)
Hoje começa o outono. Para mim é quando Florianópolis fica ainda mais linda, com seus pôres-do-Sol avermelhados, para combinar com as copas das árvores, que já começam a mudar. As quaresmeiras se preparam para florir, com seu rosa suave como flores de açúcar. Na cozinha, as panelas já anseiam pelos caldos um pouco mais encorpados, os risotos e massas, os tintos mais vigorosos, gostosuras que manterão a casa e o coração aquecidos quando os dias frios de inverno chegarem.

Ricaldinho da Ilha Edição 2009 (foto Meira Júnior/Floripanews)
Para comemorar os 283 anos de Florianópolis, e o aniversário do querido colega do JND, Ricardinho Machado, acontece neste domingo a 9a edição do Ricaldinho da Ilha. Várias atrações musicais estão programadas, inclusive a Bateria da Escola de Samba Consulado - campeã do carnaval de 2009. São mais de 30 “caldeiros” e seus respectivos caldos, além de um lounge gastronômico com o Chef Vitor Gomes.
A exemplo de outros anos, servirei o meu já tradicional caldinho de cozido, receita do Nego Querido.
Serviço:
Dia 22 de março/09
Local: Clube Náutico Martinelli (cabeceira insular da Ponte Colombo Salles), das 11 às 18 horas.
Camisetas a R$ 70, podem ser adquiridas pelo fone 9980-9456 ou na Toca do Urso - Mercado Público, Restaurante Oliveira, Restaurante Manezinho da Ilha, Sanduicheria da Ilha e It's Italian Trattoria do Guto.


Café com o Chef (foto divulgação)
Jaime Barcelos
Jaime é um amigo querido, uma pessoa simples, dessas para se admirar e respeitar. Começou o Ostradamus como um negócio pequeno há pouco mais de 10 anos, e por três vezes consecutivas levou para casa o prêmio da Revista Veja, de melhor casa de ostras de SC. Hoje ele conta, com suas próprias palavras, um pouquinho de sua trajetória.

“Agora vamos contar um pouco de mentirinha.
Era o ano 96 para 97 e eu disse para a minha esposa, Luciana, que fecharíamos a oficina e abriríamos uma sorveteria, com caldo de cana e venda de água de coco, no quintal de nossa casa. Assim começou nossa história na gastronomia de Florianópolis. Veio o 1º inverno, em 1997, e começamos a vender cachorro quente. Acredites: eu me achava o dono de um McDonald’s no Ribeirão. Em finais de 97 para 98, Luciana estava esperando nossa filha, e aí a necessidade criou a vocação.

- Lu, vamos fazer um restaurante aqui neste quintal – eu disse.

Começamos as obras em 10 de maio de 1998. Hoje, em 2009, parece que uma fada madrinha passou por aqui. Não fazemos nada sozinhos, passo a passo é o melhor negócio. E com referência ao que pude aprender, posso dizer que fui muito iluminado com minhas amizades. Hoje temos 30 pessoas que todos os dias acreditam que é possível abrir uma porta na pequena vila da Freguesia do Ribeirão. A Vó Vilma, a Luciana ...
O Ostradamus começou quando um dia nossa geladeira estava vazia. Florianópolis: feliz aniversário e muito obrigado por fazer parte desta história.”


Para colecionar
Caldo de camarão
(foto divulgação)
Chef Jaime Barcelos
20 camarões médios(da lagoa, Laguna, ou perereca ou do Marcelo do Chico)2 tomates super maduros sem pele e sem semente1 cebola1/2 maço de cebolinha1 ramo de alfavaca50 g de colorau60 ml de óleo1/2 litro de água mornasal 1. Refogue a cebola, o tomate, e o colorau. Junte em seguida o camarão.
2. A tonalidade avermelhada do camarão determina a colocação da cebolinha, e alfavaca, água morna.3. Deixe ferver por 10 a 15 minutos com tampa na panela.Reserve um pouco do caldo para fazer aquele pirão (pra fica mais chic pode dar uma coada no caldo).

Nego deitado com berbigão (foto divulgação)
Chef Jaime Barcelos
O nome do prato é uma referência à forma que era feito antigamente, sobre a chapa de fogão à lenha ou forno de engenho. A folha da bananeira, ao final, ficava tostada. O desprendimento das enzimas da folha da bananeira confere ao prato sabor e cor muito interessantes. O uso, na época, era a banha de porco no lugar do azeite.

1/2 kg de farinha de milho
1/2 kg de berbigão
1 cebola
1 dente de alho
pimenta branca
50 ml de azeite
1/2 maço de salsa
folhas de bananeira em quadrados de 20cmx20cm*

*Se não conseguir use alumínio
1. Faça a polenta com a farinha de milho e reserve. (o ponto de cozimento é que se desprenda com facilidade da colher)
2. Vamos refogar o berbigão no alho e cebola. Coloque a pimenta, sal e salsa ao final.
3. Junte o berbigão à polenta e faça o cozimento para finalizar ao ponto de corte com faca.
4. Coloque em recipiente para esfriar e cortar em pequenos quadrados de 6cmx6cm.
5. Envolva os pequenos quadrados na folha da bananeira e amarre com cordão.
6. Leve para assar a 180ºC num refratário coberto em papel alumínio por 20 minutos.

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Lu