Gastronomia, culinária e outros interesses para os apaixonados
pelo prazer de cozinhar, comer bem e harmonizar.

Por Luciane Daux

domingo, março 08, 2009

27/02/2009 - La Buona Gente Italiana

Edição de 27/02/2009 do Jornal Notícias do Dia/Florianópolis SC

La buona gente italiana (foto Raidue – divulgação)
A imigração italiana para o Brasil foi um dos maiores fenômenos imigratórios já ocorridos. Em Santa Catarina, os oriundi chegaram a partir de 1836, vindos principalmente da Sardegna, e fundaram a colônia de Nova Itália (atual São João Batista). Mais tarde, outros vieram, principalmente do Vêneto, e mais colônias foram criadas, como Rio dos Cedros, Rodeio, Ascurra e Apiuna, sendo o sul do Estado o principal foco de colonização. A medida que o número de imigrantes e seus descendentes ia crescendo, nosso país modificava os seus costumes, assim como os imigrantes modificam os seus, promovendo uma tranquila interação entre as cozinhas brasileira e italiana. Entre as principais contribuições da bela cultura italiana à nossa mesa, destacam-se a viticultura, os embutidos, rúcula, alcachofra, a minestra (sopa de feijão com massa), salada de radici com bacon, queijo ralado, panetone, pizza, as pastas em geral (principalmente o espaguete), além da popular polenta. Impossível negar o sotaque italiano de Santa Catarina, onde mais de 45% da população é descendente de italianos (fonte: Santur).

Para cantar
... enquanto se cozinha a polenta:
“Quando si mangia la bela polenta, la bela polenta si mangia così, si pianta così, la cresce così, fiorisce così, si smissia così,si taia così, si mangia così.Bela polenta così. Cia cia pum, cia cia pum, Cia cia pum, cia cia pum”
(La bella polenta, canto popular Veneto de 1919, autor desconhecido)

Para aprender
O melhor lugar para aprender a falar uma língua, depois do país de origem, é onde te ensinam a amar aquele país. Foi o que aconteceu comigo no Círculo Ítalo-Brasileiro de Santa Catarina – CIB/SC. Basta ler o enunciado do histórico da entidade, para querer fazer parte dela: “Nossas origens estão representadas pelos fortes valores de liberdade, solidariedade, amor à família, ao trabalho, aos estudos e pela consolidação do conhecimento e relacionamento com a Itália, terra dos nossos antepassados.”
O Círculo oferece cursos regulares, semi-intensivos e intensivos da língua italiana. As aulas iniciam na próxima semana.
Informações:
Círculo Ítalo-Brasileiro de Santa Catarina – CIB/SC
Praça XV de Novembro, 340 – Centro
Fone [48] 3223-2352

Café com o
Chef Ezio Librizzi
(foto divulgação)
Italiano nato, um dos nossos Chefs mais tradicionais, há 20 anos ele é vice-cônsul honorário da Itália em Florianópolis. Pelo seu trabalho pela divulgação da cultura italiana, recebeu do governo daquele país a Comenda Cavaliere dell' Ordine della Republica. Está no exercício do seu 2º mandato à frente da Abrasel SC (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, seção SC), o que representa o reconhecimento dos seus pares. Librizzi é um apaixonado pela gastronomia, e a prova real disso é que em 2009 a Macarronada Italiana completa 30 anos. Consolidou a cozinha mediterrânea na nossa cidade, e hoje nos brinda com uma receita que homenageia a diversidade do nosso Estado, unindo mar e monte. Do mar: ostras, camarões, lulas e mariscos. Dos montes: funghi, azeitonas, alcaparras, azeite e temperos. Buono appetito!

Para colecionar
Mari Monti
(foto divulgação)
(Chef Librizzi)
250 g de tagliarini
4 tomates pelados italianos
12 ostras sem casca
12 mariscos sem casca
300 g de camarão descascado
200 g de lulas cortada em anéis
ervas (salsa, alecrim, sálvia e basílico italiano)
3 dentes de alho
30 g de alcaparras
6 azeitonas
150 g de funghi freschi (cogumelos frescos)
azeite de oliva
pimenta do reino e sal a gosto
8 folhas de basílico italiano para o molho

1. Bata no liquidificador metade dos tomates e reserve a outra metade.
2. Refogue com azeite o alho e a cebola, acrescente os tomates batidos, o sal, algumas folhas de basílico italiano e deixe ferver. Coloque as ostras, a lula, o camarão, os demais temperos (alfavaca, alecrim e a salsinha, com exceção da sálvia) e deixe ferver.
3. Frite no azeite os funghi freschi, as alcaparras e as azeitonas, sem acrescentar sal. Junte-os ao molho de frutos do mar, tempere com sal e pimenta do reino a gosto.
4. Por fim, acrescente a sálvia e deixe no fogo por mais alguns instantes..
5. Forre o prato com papel laminado (o lado brilhante fica para fora). Coloque a massa cozida al dente e despeje o molho por cima.
6. Corte o restante dos tomates em quatro partes e decore o prato. Feche o papel laminado em forma de trouxinha, e leve o prato ao forno, em temperatura média, por 15 minutos, para os aromas se difundirem. Desembrulhe e sirva.
10. A dica é desembrulhar o prato na mesa, faz parte do ritual do prato.
11. Serve 2 pessoas.


Polenta na tábua (foto divulgação)
2,5 l de água fria
1 colher (sobremesa) de sal
1 sachê de caldo de galinha em pó 0% de gordura
2 colheres (sopa) de manteiga
400 g de fubá mimoso
Queijo parmesão ralado a gosto

Coloque 1,5 l de água para ferver e acrescente o sal, o caldo de galinha em pó o e a manteiga.
Assim que iniciar a fervura, misture o fubá com o litro de água fria restante, e misture rapidamente até que desmanche, Junte à água fervente, mexendo sem parar para que não empelote.
Mantenha em fogo baixo por 30 minutos, mexendo regularmente.
Despeje sobre uma tábua e salpique com parmesão.
Se desejar, cubra com um molho da sua preferência.Essa é a minha receita particular, como eu faço em casa. Para os que preferirem, pela receita original da minha bisnona Tereza Bozzo (vinda da Sicilia), deve-se eliminar o cald

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Lu