Gastronomia, culinária e outros interesses para os apaixonados
pelo prazer de cozinhar, comer bem e harmonizar.

Por Luciane Daux

domingo, março 08, 2009

20/02/2009 - Batuquei na cozinha com Nego Querido

Edição de 20/02/2009 do Jornal Notícias do Dia - Florianópolis SC

Batuquei na cozinha com o Querido (foto divulgação)
Ou tinha cozido, ou tinha feijoada. Certeza mesmo, só uma: Nego Querido ia cozinhar. Era famoso e disputado o almoço de sábado lá na casa dos meus pais, onde Juventino Machado, o Juba, morou por mais de 20 anos, até morrer.
Com ele aprendi a fazer torresmo, a cortar couve muito fininha, a fazer vinagrette, a fritar ovo com gema mole em banha de porco, a gostar de pirão d’água com lingüiça frita, e também aprendi a tocar cuíca (será que ainda me lembro?).
Outro dia me perguntaram se Querido teve alguma influência nessa minha paixão pela cozinha. E dá para duvidar, se foram tantos anos de convivência? Quando o almoço ficava pronto, ele batucava com a colher de pau na tampa do panelão fumegante, e, lá da cozinha, gritava para minha mãe (Tereza): “- Tá pronto, Eza!”.
O cozido, eu aprendi bem. Já o batuque, bem, esse eu não sei. Salve, Querido, hoje vou pedir “dois dedos” em tua homenagem.
E aos leitores, desejo um bom Carnaval.

“(...)
Eu fui na cozinha

Pra ver uma cebola
E o branco com ciúme
De uma tal crioula
Deixei a cebola, peguei na batata
E o branco com ciúme de uma tal mulata
Peguei no balaio pra medir a farinha
E o branco com ciúme de uma tal branquinha
Batuque na cozinha

Sinhá não querPor causa do batuque
Eu queimei meu pé
(...)”
Batuque na cozinha – Martinho da Vila

Para ler (foto divulgação)
Larousse da Cozinha Brasileira. Editora Larousse. 200 páginas. As tradições culturais de cada região são o pano de fundo deste belo livro, que traça um panorama histórico e regional da cozinha brasileira. Receitas típicas brasileiras, e ainda as receitas que vieram com os imigrantes, e se incorporaram à nossa cultura gastronômica. Excelente aquisição. Melhor preço, hoje: R$ 89,00 nas http://www.americanas.com.br/


Para aprender
Cachaça do Armazém Vieira
(foto divulgação)
Desde o início dos negócios, em 1983, foi um enorme investimento em pesquisa e equipamentos, para obter a excelência da cachaça Armazém Vieira. O prédio antigo, datado de 1840, onde funciona o bar de mesmo nome, abriga os tonéis de ariribá e grapia, onde envelhecem com dignidade a Ônix, envelhecida 16 anos, a Terra (12 anos), Rubi (8 anos), Esmeralda (4 anos), N.S. do Desterro (6 anos), Safira (3 anos). A Ônix alcançou o 2º lugar no ranking da Revista Playboy. Tem boa qualidade de aroma, com toques de baunilha. "Na boca, bom corpo, integrado com a madeira", constata Rafael Ribeiro da Luz Jr., da ABS.
Fonte: WWW.armazemvieira.com.br
Armazém Vieira
Rua Aldo Alves, 02 - Saco Dos Limões – Fone [48] 3333-8687

Para colecionar
Cozido do Nego Querido
(foto divulgação)
500g de carne de peito com o granito (gordura)*
250 g de carne seca
250 g de lombo defumado
250 g de costelinha suína defumada
500 g de lingüiça calabresa
250 g de batata doce
250 g de chuchu
250 g de abóbora
250 g de aipim
½ repolho verde
2 maços de couve mineira
4 espigas de milho cortadas ao meio
8 bananas caturra
2 cebolas picadas
6 dentes de alho picados
2 colheres de sopa de óleo

1. Tempere a carne de peito no vinha-d’alhos e demolhe as carnes salgadas, de véspera (*pode substituir a carne de peito gorda por paleta).
2. Doure a cebola e o alho no óleo. Junte as carnes bem escorridas e deixe tomarem cor.
3. Acrescente 2 litros de água e deixe cozinhar em fogo baixo por 2 ½ horas.
Retire e reserve as carnes.
4. No caldo, acrescente os legumes, e reserve a banana. Se for necessário, acrescente água.
5. Vá reservando os legumes à medida que ficam prontos. Por último, junte as bananas caturra.
6. Acerte o sal e sirva com farinha de mandioca ou pirão do caldo.
7. Para acompanhar, dois dedinhos de boa cachaça, como Querido gostava.
7. Serve 8 pessoas.

Observação: é a receita do caldo desse cozido que sirvo já há 3 anos no Ricaldinho, no aniversário de Florianópolis.

Caipirinha Esmeralda (foto divulgação)
(Clétio Rosa – Gerente e Barman do Armazém Vieira)

1 limão médio com casca, cortado em 8 partes
2 colheres (sobremesa) de açúcar
4 a 5 pedras de gelo
75 ml de cachaça Esmeralda (envelhecida 4 anos)

Num copo on the rocks, esmague bem o limão com o açúcar (Clétio diz que é importante deixar a casca, pois ela solta uma oleosidade que ajuda a proteger o bebedor, evitando a embriaguez).
Coloque as pedras de gelo, e derrame por cima a cachaça.
Encaixe outro copo on the rocks por cima deste, fazendo como se fosse uma coqueteleira.
Agite bem a bebida, e sirva imediatamente.

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Lu